Quem compra um imóvel na planta não está comprando apenas o apartamento que será entregue daqui a alguns anos. Também está comprando uma posição no tempo.
E esse ponto é especialmente relevante em Itapema neste momento.
Enquanto centenas de edifícios estão em construção, a cidade recebe uma sequência de investimentos turísticos e urbanos que muda a experiência de morar, visitar e consumir no município. O Píer Oporto já entrou em operação. A It! Wheel passou a integrar esse novo polo turístico. O alargamento da Meia Praia segue como projeto de grande impacto potencial, e um pacote de novas obras estruturantes prevê intervenções em mobilidade, urbanização e espaços públicos.
Para quem está comprando um imóvel em fase inicial de construção, existe uma lógica interessante: entrar antes de parte dessa transformação estar completamente incorporada à percepção — e ao preço — da cidade.
O Píer Oporto já mudou de promessa para realidade
O Píer Oporto foi inaugurado em dezembro de 2025 e avança aproximadamente 290 metros sobre o mar na Meia Praia.
O complexo possui mais de 18 mil m², estacionamento, lojas, restaurantes, quiosques, academia e dezenas de operações comerciais e gastronômicas. Entre elas está o Hard Rock Cafe Itapema.
Ou seja: não estamos mais falando de um projeto apresentado apenas em render.
O equipamento já existe e amplia a capacidade de Itapema de receber visitantes, criar experiências e movimentar comércio e serviços também fora da relação tradicional entre praia e temporada.
Para conhecer diretamente o complexo, veja a página oficial do Píer Oporto.
A It! Wheel completa esse novo polo turístico
Ao lado do píer, a It! Wheel adiciona outro elemento de forte impacto visual e turístico à orla de Itapema.
A roda-gigante possui 60 metros de altura, 30 cabines climatizadas e ciclos de aproximadamente 18 minutos, com visão panorâmica de Itapema e Porto Belo.
A relevância disso vai além da roda-gigante em si. Píer, gastronomia, comércio e atração turística passam a funcionar em conjunto, criando um novo polo de circulação na região.
É justamente esse tipo de infraestrutura que pode modificar a percepção externa de uma cidade. Itapema deixa de ser vista somente como um endereço de praia e passa a acumular equipamentos capazes de gerar fluxo e experiência durante diferentes períodos do ano.
As informações oficiais da atração estão disponíveis no site da It! Wheel.
O próximo grande movimento pode acontecer na própria praia
Existe ainda uma transformação potencialmente maior: o projeto de alargamento da faixa de areia da Meia Praia.
O projeto prevê intervenção em aproximadamente 4,7 quilômetros da orla, com ampliação variável da faixa de areia. A Licença Ambiental de Instalação foi concedida em maio de 2026.
Aqui é importante separar expectativa de fato. O projeto ainda exige acompanhamento técnico, ambiental, financeiro e institucional, e foi objeto de atuação do Ministério Público de Santa Catarina em busca de maior transparência e segurança técnica.
Portanto, o alargamento é um vetor possível e relevante de transformação futura, mas não deve ser tratado como obra concluída ou como valorização garantida.
Quem quiser acompanhar o contexto institucional pode consultar a atuação do Ministério Público de Santa Catarina sobre o projeto.
E não é só o píer, a roda-gigante e a praia
A cidade também discute e estrutura um conjunto de investimentos em mobilidade, urbanização, saúde, educação e qualificação de áreas públicas.
Entre os projetos já apresentados estão intervenções viárias, urbanização de áreas da orla e outras obras estruturantes capazes de alterar a circulação e a experiência urbana.
Isso não significa que todos esses projetos serão executados imediatamente ou exatamente nos formatos inicialmente previstos.
Mas ajuda a entender o cenário: Itapema ainda está sendo construída como cidade.
E esse detalhe muda a lógica de quem compra um imóvel hoje.
Por que isso interessa especialmente a quem compra na planta?
Imagine dois momentos.
No primeiro, o comprador adquire um apartamento enquanto a obra do próprio prédio ainda está começando e parte das transformações da cidade ainda está em implantação.
No segundo, alguns anos depois, ele recebe as chaves em uma Itapema potencialmente mais equipada, mais conhecida e com novos elementos urbanos já incorporados ao cotidiano.
É nessa diferença de tempo que está uma das principais teses da compra na planta.
Nas fases iniciais de um empreendimento, construtoras frequentemente trabalham com tabelas e condições comerciais diferentes das praticadas quando a obra está próxima da entrega. Isso não significa que todo imóvel na planta seja necessariamente barato ou que sua valorização seja garantida.
Mas significa que o comprador pode entrar antes de duas curvas avançarem simultaneamente: a do próprio empreendimento e a da cidade ao redor dele.
O New York Residence é um exemplo dessa lógica
Um caso que ajuda a materializar essa estratégia é o New York Residence, no Morretes.
O empreendimento está em construção e possui previsão de conclusão para 2030. Em uma unidade apresentada pela Solmar, a condição partia de aproximadamente R$ 89 mil de entrada, além de parcelamento durante a obra.
O BusqueCasa detalhou imóvel, construtora, condições e a perspectiva para quem recebe em moeda estrangeira na matéria New York Residence em Itapema: entrada de cerca de US$ 17,5 mil chama atenção de quem mora no exterior.
O ponto interessante não é afirmar quanto esse apartamento valerá em 2030. Isso ninguém pode garantir.
A questão é outra: quem compra hoje está adquirindo o imóvel antes de sabermos qual será a Itapema que existirá quando ele estiver pronto.
E já existem sinais concretos de que essa cidade será diferente da atual.
Para quem mora no exterior, a conta ganha mais uma variável
Brasileiros que recebem em dólar, euro ou outra moeda também podem observar essa janela sob outra perspectiva.
Além da etapa da obra e da evolução urbana de Itapema, existe a relação cambial.
Uma condição parcelada em reais pode permitir que o comprador distribua aportes ao longo da construção e forme patrimônio no Brasil sem necessariamente desembolsar todo o capital imediatamente.
Isso exige planejamento cambial, análise documental e avaliação das condições reais do contrato. Mas pode fazer sentido para quem pensa em voltar ao Brasil no futuro, possuir uma residência de férias ou manter um ativo imobiliário no país.
Comprar agora não é apostar em uma roda-gigante
Esse talvez seja o ponto mais importante.
A tese não é comprar um apartamento porque Itapema ganhou um píer ou porque possui uma roda-gigante.
A tese é observar o conjunto.
Píer funcionando. Roda-gigante integrada ao novo polo turístico. Projeto de ampliação da praia. Novas intervenções de mobilidade e urbanização. Construção civil intensa. Turismo ganhando novos equipamentos.
Tudo isso ocorre enquanto diversos apartamentos que serão entregues apenas daqui a três, quatro ou cinco anos ainda estão sendo comercializados durante a obra.
É essa diferença entre a cidade de hoje, o preço de hoje e a cidade que estará pronta junto com o imóvel que torna este momento particularmente interessante para ser analisado.
Para aprofundar a decisão entre uso próprio, férias e investimento, o BusqueCasa também explica as diferenças na matéria Comprar imóvel em Itapema para morar, passar férias ou alugar: o que muda na escolha.
No mercado imobiliário, ninguém consegue garantir valorização futura.
Mas existe uma diferença importante entre comprar depois que uma transformação está pronta e comprar enquanto ela ainda está acontecendo.
Em Itapema, essa segunda janela está aberta agora.







